Praia
30/10/2011 2 Comentários

É incrível como pude me afastar tanto tempo da praia, mesmo tendo-a sempre tão próxima.
Me impressiona como esse pedacinho de mundo, tão acolhedor apesar de sua imensidão, pode causar tamanha renovação após um simples mergulho. Veja que contradição: o mar, tão velho, secular, inexorável, quase eterno e também tão conservador, mantendo-se ali sempre equilibrado e austero, é capaz de injetar tanta vitalidade, apaixonar moços e velhos, dar juventude aos montes, revolucionar o dia de quem quer que nele se debruce.
Não importa quando, qualquer que seja a situação – simples ou complexa, seja o início ou o fim de uma era, lá estará a praia, recebendo passiva e sempre sorridente cada onda do mar que, com toda a paciência do universo, arremessa a ela com um pouco de sua essência interminável. E mesmo sendo muitas vezes incapazes de conceber a grandiosidade da talvez mais longa e bela dança do universo, nós, efêmeros mortais, sem precisar dar muita coisa em troca, podemos, egoístas, roubar algumas gotas desse elixir e, assim, aguçar o que nos resta de nossos sentidos molestados por um cotidiano tão duro, pálido, cinzento, insensível.
Se há algum sentido no termo biocombustível, esse sentido só pode vir da praia.

Deos, vc é péssimo. Que porra é essa de praia?
é verdade. a praia é bem legal.